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MESOPOTÂMIA: COMO AS COMUNIDADES AGRÌCOLAS SE TORNARAM CIDADES?

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CONTATO

Um poema de mais de 4 mil anos narra as aventuras do rei Gilgamesh e de Enkidu. Eles representam dois mundos diferentes: o da História e o da Pré-História. O mito nasceu no sul da Mesopotâmia, onde se desenvolveu a civilização sumeriana. Essa região integra, hoje, o território do Iraque.

No começo dos tempos, o poderoso Gilgamesh reinava em Uruk. Gilgamesh não era uma pessoa comum. Era filho de uma deusa e isso o tornava parte deus e parte homem. Tinha uma beleza perfeita, muita coragem e sabedoria. Foi ele quem construiu a cidade de Uruk e mandou erguer seus palácios, templos, portas e muralhas.

            Mas Gilgamesh era muito orgulhoso e prepotente. Exercia seu poder sem admitir oposição nem intromissão. Mandava e desmandava em seus súditos e exigia que suas ordens e desejos fossem cumpridos. Tinha todas as mulheres que queria e não respeitava nem seus próprios parentes. Dizia a todos que não existia ninguém na face da Terra capaz de enfrentá-lo.

Seus súditos rogaram à deusa Aruru, senhora da criação e da fecundidade, para que abrandasse o coração de Gilgamesh. A bondosa deusa atendeu ao pedido e resolveu criar um homem tão forte quanto o rei de Uruk. Com a argila do leito, ela moldou uma criatura e lhe deu vida, assoprando e suas narinas. Criou, assim, Enkidu, um homem selvagem.

Enkidu tinha o corpo coberto de pêlos, como um animal, e cabeleira longa e despenteada. Seus gestos eram embrutecidos e sua fala era grosseira. Comia ervas e larvas, usava pedras e madeira tosca para atacar e se defender. Tinha uma força descomunnal e ignorava a vida civilizada. Vivia entre os animais e atacava ¬os homens como uma fera, despedaçando-os com seus dentes e ¬unhas.

Logo Gilgamesh ficou sabendo desse homem selvagem. Percebeu que seria arriscado enfrentar um ser tão primitivo e des¬controlado. Resolveu, então, utilizar de astúcia para captura-lo. Mandou uma jovem e bela mulher esperá-lo no riacho onde ele ia beber. Quando Enkidu a viu, ela se despiu e o seduziu com seus encantos.

Enkidu ficou fascinado com a jovem. Durante dias permaneceu ao seu lado, manso e submisso como um cordeiro. Deixou que ela lhe cortasse o cabelo e lhe raspasse os pêlos. A jovem lhe ensinou a viver entre os homens e lhe mostrou a civilização. Deu-lhe pão e vinho, vestiu-o e o fez sentar à mesa; ensinou-lhe a tocar harpa e a cantar. Depois o levou a Gilgamesh. Ao ver a cidade, Enkidu ficou impressionado com suas muralhas e templos.

Frente a frente, Gilgamesh e Enkidu exibiram sua força como touros e acabaram lutando de forma feroz. Lutaram durante horas no alto das muralhas. Tinham a mesma força e nenhum conseguia derrubar o outro. De repente, Gilgamesh tropeçou numa pedra solta e se desequilibrou, caindo para fora da muralha. Com muita sorte, segurou-se no beiral e tentava subir quando Enkidu debruçou-se sobre a muralha. Para sua surpresa, o selvagem inimigo estendeu-lhe a mão e o puxou para o alto. Deste gesto nasceu uma grande amizade. Gilgamesh, o rei civilizado, compreendeu finalmente o que era ser humano. E Enkidu, o homem selvagem, civilizou-se.

Baseado em Gilgamesh, rei de Uruk, poema sumério anônimo. São Paulo: Ars Poética, 1992.

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